Crise
Aérea sem fim!
A crise nos aeroportos não terá fim
neste semestre. Após 7 meses de total descaso,
o governo não tem diagnóstico nem solução.
Convocados,
por requerimento meu, para Audiência Pública
na Câmara dos Deputados na última quarta-feira,
dia 11/04, o ministro da Defesa, o comandante da Aeronáutica,
e os presidentes da Embratur, da Infraero e da ANAC, afirmaram
que não há crise alguma. Não devem
usar aviões de carreira, nem ver TV, nem ouvir
rádio ou mesmo ler as notícias dos jornais...
O
ministro Waldir Pires, disse que os “poucos”
atrasos não são da responsabilidade dele.
Evocou a Lei Complementar 18 para responsabilizar a Aeronáutica.
Ué?!
Se o ministro não coordena seus subordinados, porque
ter um ministério da Defesa? Ou será que
o erro foi a escolha de um político para coordenar
militares?
NÃO
DISCUTO A COMPETÊNCIA DO POLÍTICO WALDIR
PIRES, MAS AFIRMO: É UM PÉSSIMO GESTOR DE
CRISES. E ME PERGUNTO: O GOVERNO COLOCAR UM CIVIL PARA
COORDENAR AS FORÇAS ARMADAS FOI UM ERRO GERENCIAL
OU ACORDO POLÍTICO ?
Das
vinte e duas perguntas que fiz na Audiência Pública,
nenhuma resposta foi dada. Apenas informações
evasivas. Até a indagação sobre de
que forma nós, parlamentares, poderíamos
ajudar ficou sem resposta.
Enquanto,
nesta mesma Audiência Pública, os responsáveis
diziam que não há caos aéreo algum
e a presidente da Embratur mostrava gráficos do
aumento de turistas, a ABAV afirmou queda de 40% no faturamento
das agências de viagens neste mesmo período.
Cadê
a transparência? Cadê a preocupação
com as pessoas que precisam viajar a trabalho ou mesmo
para seu lazer? Existe uma terceira caixa-preta, além
das caixas pretas dos aviões que caíram
em 29 de setembro, que precisa ser aberta: o governo!
E não vai ser escondendo a crise que isso vai ocorrer.
Os
parlamentares Democratas só irão descansar
depois que o caos aéreo terminar.
Enquanto
o Supremo não determina a instalação
da CPI na Câmara dos Deputados, os senadores avançam
para que a mesma CPI seja instalada no Senado.
Indio
da Costa, deputado federal pelo PF.