Educação:
falta de professores. Até quando?
Por: Mário Thurler
O
ano letivo já começou, e, no entanto, a
rede estadual de ensino do Rio ainda mantém, no
mínimo, cerca de 20 mil alunos fora da sala de
aula. Motivo: falta de professores. O problema já
é antigo, e vem agravando-se a cada ano sem que
a Secretaria de Educação tome qualquer providência,
no que diz respeito à organização
e ao planejamento para uma solução imediata.
A situação este ano, a princípio,
parece ser mais grave. Em Nova Iguaçu, por exemplo,
o caso é gravíssimo. Na maioria das escolas
falta professores de matemática, física,
biologia, filosofia, química e atividades complementares.
Estamos terminando o 2º bimestre e cerca de 2 mil
alunos ainda estão aguardando a chance de estudar.
A Secretaria de Educação divulgou a contratação
de 2.500 professores, autorizou a abertura de um número
considerável de GLPs (Gratificação
por Lotação Prioritária), que não
resolveu e nem vai resolver o problema. O déficit
de professores na rede estadual é de 26 mil. Só
com a abertura de concursos públicos, salários
mais dignos e o replanejamento da grade curricular, entre
outras, é que se pode começar a pensar em
mudança, em solução, mesmo que a
longo prazo.
A educação não pode ser tratada como
porta de saída, com descaso, mas sim com planejamento
a curto, a médio e a longo prazo, para que os jovens
recém-formados se interessem pelo magistério.
Os professores hoje já estão na faixa dos
50 anos. Portanto, precisamos de renovação,
e só uma educação de qualidade, com
um plano de carreira valorizado, profissionais reconhecidos
e escolas bem equipadas, é que a sociedade brasileira
estará bem representada. É aí, dentro
destas perspectivas, que os grandes educadores que já
passaram por nós como Darcy Ribeiro, Anísio
Teixeira, Paulo Freire, entre outros, poderão descansar
em paz.