Prezados
Sr. diretor do SINTRASEF Carlinhos e demais companheiros
e companheiras do SINTRASEF.
Venho
por meio desse e-mail repudiar as declarações
do diretor do SINTRASEF Carlinhos sobre as transexuais
e travestis que trabalham ou estagiam no Abrigo Cristo
Redentor.
Em
matéria publicada no jornal semanal Movimento do
SINTRASEF, Carlinhos se refere às travestis e transexuais
que trabalham no abrigo como "indivíduos masculinos
declaradamente homossexuais". Tal afirmação,
fruto de uma visão estritamente binária
de gênero, mostra seu profundo desconhecimento quanto
à diversidade sexual.
Ao
contrário do que supõe seu ponto de vista
limitado e conceitualmente equivocado, a construção
de banheiros à parte para as travestis e transexuais
não seria uma medida sem discriminação,
na exta medida em que as segrega e impinge sobre elas
a associação irremissível entre identidade
de gênero e identidade sexual.
O
DIREITO das travestis e transexuais feminas de usarem
o banheiro feminino é algo porque o Movimento LGBTTT
vem lutando arduamente e não uma "irregularidade
autorizada pela direção do abrigo".
O fato de essas pessoas terem identidade de gênero
feminina sim justica o uso por elas do banheiro feminino.
Uma
medida que visaria ao fim da discriminação
seria a educação das servidoras e servidores
que recorrem ao SINTRASEF e das funcionárias e
funcionários da Abrigo Cristo Redentor no que tange
à diversidade sexual e identidade de gênero,
de modo que elas e eles - e principalmente Carlinhos enquanto
diretror da institruição - possam dar o
devido tartamento às travestis e trans e dar prosseguimento
ao trabalho inclusivo do Projeto DAMAS.
O
Projeto é uma iniciativa justa de reparação
social e não pode encontrar barreiras na falta
de conhecimento.
Thiago
Batista Rocha