.

INSTITUCIONAL
Nossa História
Utilidade Pública
Associe-se já!
Fale conosco
Departamento Jurídico
Parcerias
Previ-Rio
Força Ativa
Moções e Diplomas
Artigos do Presidente
Links especiais

.

EDITORIAS
Primeira
Especial
Política
Economia
Cidade
Esporte
Internacional
Saúde
Cultura
Televisão
Astral
Livros
Fique Atento Servidor
Notícias Anteriores

As ambições desmedidas, nossos ares e a Previdência


"Há três espécies de cérebros: uns entendem por si próprios; os outros discernem o que os primeiros entendem; e os terceiros não entendem nem por si próprios nem pelos outros; os primeiros são excelentíssimos; os segundos excelentes; e os terceiros totalmente inúteis." (Maquiavel)

Hoje, gostaria de dar uma parada para ter uma conversa séria com você. Falarei de alguns fatos e me esforçarei para tentar produzir uma reflexão que pretendo profunda. Sinto falta dessa conversa exatamente agora, com esse circo montado pela disputa da presidência da mesa diretora da Câmara Federal, como se a simples administração do Poder Legislativo fosse um belo troféu.

Não sei se você está disposto a esse exercício. Pode ser que todos nós estejamos contaminados pela ilusão de que quanto mais campeonatos, melhor para a saúde democrática. Essa ilusão pode estar na forja que molda sua própria relação com a vida.

O processo eleitoral que despejou sobre Brasil esse velho Congresso novo espelhou o nível de exigência dos cidadãos. Os políticos são frutos desse confinamento mental em que muitos se encontram, crentes que estão certos quando se deixam enganar ou se decidem em função de concepções e interesses individualizados.

Estamos diante, portanto, de um quadro político que não tem nada com os ventos de indignação que sopraram. Os ventos já não podem contra as rochas dos vícios e das ambições desmedidas. Não interessa, assim, quem vai ser o novo "Severino". Porque todos acham que a política é um fim em si. Que pena!

Uma posse traumática
É preciso que você entenda que não estou falando dos outros. É sobre a gente que falo. Não me excluo, embora mergulhe nas causas que abraço com a convicção que são partes de uma cadeia de desdobramentos e transferências inevitáveis.

Recebo um bom número de e-mails diariamente. E presumo que as opiniões e informações repassadas abarcam um grande universo, até porque reconheço em quem se vale desse instantâneo meio de comunicação preocupações mínimas e intenções honestas.

Mas tenho a amarga sensação de que há um evidente distanciamento entre muitos que escrevem ou repassam opiniões e o Brasil caótico que se move nos verdadeiros subterrâneos sociais.

Mesmo o censo crítico conforma-se na superfície. E aqui não estou falando ideologicamente. A gravidade do ambiente permeado de hipocrisias decorre dos apegos primários de cada um.

Essas reflexões me vieram à cabeça neste começo de fevereiro porque, quando você estiver lendo estas linhas, eu devo ter sido empossado para 23 meses de mandatos como vereador na cidade do Rio de Janeiro.

Digo "devo" porque desde junho de 2005 sofro uma verdadeira conspiração para impedir essa posse. Esse é um assunto que, por considerar de ordem pessoal, jamais comentei aqui. E como ainda não se deu o ato final, e como ainda não assinei o termo de posse, só pretendo informar a você sobre a tentativa kafkiana de me excluírem desse mandato quando for chegada a hora.

Digo apenas que talvez tenha sido o único brasileiro que quiseram cassar antes de ter mandato. Isto é, tentando uma manipulação grosseira da minha desfiliação do PDT, ao qual voltei agora até por uma questão de lógica, para obter do TRE a cassação da minha condição de primeiro suplente, isso em junho de 2005, num processo do qual só tomei conhecimento em outubro de 2006, mas que, felizmente, teve uma magistral decisão do juiz titular da 2ª Zona Eleitoral (responsável pela proclamação dos eleitos). Decisão que, no entanto, não fez desistir o interessado em passar por cima do meu direito e dos meus eleitores. Na hora certa, a gente se fala a respeito.

Nossos ares e a Previdência
Voltemos aos assuntos "não pessoais". Gostaria de manifestar minha preocupação sobre esse projeto de retirar o controle aéreo do Ministério da Aeronáutica, seguindo o modelo norte-americano.

Não há proposta mais ameaçadora. Ao contrário, pelo que conheço do nosso País, as Forças Armadas ainda são as instituições mais confiáveis do ponto de vista de nossa segurança e é exatamente a formação militar, com sua disciplina e com seus valores morais, que me garante a certeza de um vôo com um mínimo de suporte técnico.

Só a Aeronáutica militar tem condições de operar com visão estratégica a cobertura de todo o território nacional - e não apenas das grandes "praças", até porque só os militares consideram parte de sua opção profissional a prestação de serviços ao País em qualquer ponto do seu imenso território.

Ao contrário, um governo patriótico e democrático deveria explorar mais esse inesgotável potencial que garantiu a Petrobras no seu nascedouro, conserva padrões de excelências em suas instituições de ensino - como IME e ITA - e jogou um papel importante, embora silencioso, com a participação da Marinha na implantação de nossa primeira empresa de informática - a Cobra.

Como você já me conhece, tenho minhas inabaláveis convicções ideológicas e, para a sua incompreensão, é exatamente por isso que digo: qualquer governo democrático erra perigosamente quando deixa de interagir com as mais sólidas instituições nacionais.

Finalmente, gostaria de manifestar positivamente minha surpresa com os últimos pronunciamentos do sr. Luiz Inácio sobre o falacioso déficit da Previdência. Enfim, longe do sr. Gushiken, o homem da previdência privada, Lula está refazendo a fala do governo. E ainda não disse tudo.


Desde que a CPMF deixou de ser específica para a saúde, passou a destinar-se à Previdência. E há outras rubricas orçamentárias, como a Contribuição sobre Lucros Líquidos e Cofins que deveriam reforçar o caixa da Previdência, desde que ela assumiu responsabilidades de assistência social, mas, infelizmente, esses recursos sempre pararam no Tesouro.

Esses assuntos deverão ser objetos de matérias específicas, quando já estarei no domínio e posse do meu direito, conquistado pela vontade de 13.924 moradores da cidade do Rio de Janeiro.

Aguarde e, se desejar, envie sua contribuição.

 

Pedro Porfírio
www.pedroporfirio.com

Copyright© 2006 - ASFUNRIO
Visualização Mínima 800x600 melhor visualizado em 1024 x 768
Gerenciado e Atualizado: Leonardo Lopes