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EMENDA BENEFICIA HOMOSSEXUAIS

O vereador Pedro Porfírio (PDT) palestrou sobre a Emenda 22 da Lei de Previdência Municipal nº 3344/01, de sua autoria, que garante pensão aos parceiros do mesmo sexo no Rio de Janeiro, no mês passado, na Universidade Estácio de Sá, em Copacabana. A palestra foi de grande relevância esclarecer sobre a discriminação sexual.O debate contou também com o presidente do jornal O Povo, Alberto Ahmed; o presidente da Asfunrio, Reinaldo Cunha; o professor de Filosofia da UFRJ, Fábio Samura; a coordenadora do curso de Direito da Universidade Estácio de Sá, Valéria Boechat; a psicóloga da Universidade Estácio de Sá, Márcia Figueiredo; o poeta e escritor Luciano da Silva e outros. Na palestra promovida pela Associação Cultural e Arte Dorival Caymmi (Acadoc) aberta ao público e aos alunos da instituição, Pedro Porfírio revelou que cerca de 30 pessoas já foram beneficiadas pela lei.

- O político tem que ter a capacidade de legislar e fazer valer as leis. O homossexualismo é tratado com chacota, preconceito e homofobia. Uma sociedade feliz é uma sociedade sem discriminação, sem injustiça, sem privilégios – relatou o vereador.

O presidente da Asfunrio, Reinaldo Cunha, destacou a importância de levantar esse tema na sociedade para a discussão.Essa emenda é uma justiça às pessoas que estão à margem do direito. A previdência tem que atender a todos – disse Reinaldo.

O presidente do Jornal Povo, Alberto Ahmed parabenizou a iniciativa do vereador.
- Aqui se inicia uma luta. Quem somos nós para julgarmos o que é certo e o que é errado? Eles têm a vida que querem ter, é um direito deles – ressaltou Ahmed.

Pesquisas revelam que existem 18 milhões de homossexuais em todo mundo e 30% que assumem são discriminados na própria família. De acordo com a psicóloga e professora da Universidade Estácio de Sá, Márcia Figueiredo, em outras décadas o homossexualismo era considerado uma doença, mas na psiquiatria ainda existe esse pensamento.

- Alguns psiquiatras ainda vêem como uma patologia. O importante é auxiliar esse indivíduo nessa realidade. Os homossexuais enfrentam muitas dificuldades para se assumir, quando eles se aceitam, os outros aceitam a situação com mais facilidade – explicou a psicóloga que ressaltou ainda que a importância do casamento e o conceito familiar estão falidos.

- Eu não vejo nas clínicas eles expressarem essa vontade de formar uma família, mas sim de ter seus direitos reconhecidos, principalmente o da adoção. Tem gente que acha um absurdo duas pessoas do mesmo sexo criarem um filho, o absurdo é uma criança estar abandonada nas ruas – disse.

Fonte: Jornal ASFUNRIO

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