O governador Sérgio Cabral ainda não conseguiu
cumprir as principais promessas feitas durante a corrida
ao Palácio Guanabara. Sete meses já se passou,
e até agora a nova gestão não conseguiu
mudar a realidade caótica nas áreas de segurança
pública, saúde e educação.
Uma outra promessa - reajuste salarial para os servidores
públicos - também não saiu fora da
pauta.
O
discurso de Cabral para combater a insegurança
na cidade foi, desde a disputa, implacável. Mas
o tom de dureza, que conquistara eleitores, durou pouco.
Cabral encontrou o primeiro bloqueio quando um dos PMs
da equipe de segurança do Palácio Guanabara
e Laranjeiras, Guaracy Oliveira da Costa, de 27 anos,
fora assassinado no dia 9 de abril, após ser baleado
na Rua Borja Reis, no Engenho de Dentro, subúrbio
do Rio. Depois disso, o governador passou a tratar a situação
de outra forma, ou seja, mais amena. E a impressão
que ficou é que ele percebeu que a crise na segurança
é bem pior do que pensava. A segurança pública
parece estar pior agora do que na administração
do casal Garotinho.
Quanto
ao caos na saúde, o governador eleito prometera
um plano de cargos e salários para professores,
médicos e policiais. Por enquanto, os servidores
dessas áreas estão vivendo só de
esperança. Das 30 promessas para a saúde,
Cabral cumpriu até agora seis. Um delas é
a criação de uma central reguladora de leitos,
mas que ainda não está em funcionamento.
E o posto 24 horas – que poderia ser o início
da salvação - até o momento só
foi implantado na Favela da Maré.
Cabral
alega que ainda não conseguiu cumprir suas promessas
por causa da enorme dívida herdada da sua antecessora,
Rosinha Matheus. A única boa mudança nesse
primeiro semestre foi na postura do governador. Ele se
mostrou mais favorável ao presidente Lula e ao
prefeito do Rio, Cesar Maia, antes alvejados por ele.
O benefício foi a abertura de possibilidades e
menos sobrecarga para o estado.
Já
na educação, o governador eleito havia se
comprometido a pôr um fim na gratificação
(R$100 a R$500), além de aumento salarial à
classe que não vê reajuste há dez
anos. Outra vez nenhuma mudança. Com isso, das
21 promessas para o setor, entre elas, aumento de verba
para a merenda escolar e horário integral para
os Cieps, apenas a reforma de algumas escolas está
sendo cumprida. Finalizando, vale a pena alertar ao governador
que o fim do ano está chegando. Já passou
da hora dele começar a dar os tais choques de gestão
tão prometidos outrora.