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NEGROS E ÍNDIOS NA UNIVERSIDADE PÚBLICA


Só depende agora do Senado confirmar. A Câmara dos Deputados aprovou o projeto de cotas raciais para as universidades federais. Agora, 50% das vagas de todos os cursos das 56 universidades do Ministério da Educação serão ocupadas por estudantes de escolas públicas, sendo divididas entre negros e índios, etnias historicamente discriminadas e exploradas em seus direitos mais elementares.

O projeto dá prazo de 4 anos para o sistema seja implantado definitivamente em todo o Brasil, e já conta com a oposição de reitores que acham muito pouco o tempo de instalação das cotas estabelecido pela Câmara dos Deputados. A decisão final sobre a oficialização das cotas raciais caberá ao Senado, que pode modificar o projeto aprovado pela Câmara dos Deputados.

Universidade Federal da Bahia, Universidade Federal do Paraná. Na Universidade de São Paulo, por exemplo, que também já adota as chamadas ações afirmativas, já existem cotas raciais até para alguns cursos de pós graduação como em Direito. Também em São Paulo já se discute reserva de vagas para docentes negros.

A primeira universidade pública a adotar cotas raciais no Brasil foi a Universidade Estadual do Rio de Janeiro- Uerj - através de proposta da governadora Rosinha Matheus Apesar de encontrar inimigos ferrenhos, as cotas raciais, ao longo dos últimos quatro anos, vêm avançando no Brasil. Muitas universidades públicas já adotam as cotas como a Universidade Federal de Brasília, (PMDB), que provocou muita resistência e polêmicas nos setores acadêmicos. Além de reservar vagas para negros e índios, a universidade criou um programa especial de bolsas para sustentar os alunos pobres em suas despesas de alimentação, transporte e vestuário.

Além das cotas nas universidades públicas, o governo federal tem um programa especial de bolsas para estudantes pagarem seus cursos em universidades privadas. Em troca das vagas nestas instituições, o governo abre mão de impostos.

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