| PROFESSOR
NÃO É MAIS O DONO DO CONHECIMENTO
O diretor-geral da Faculdade Integra da Simonsen, Célio
Murillo Menezes da Costa, vem fazendo silenciosamente mudanças
nos programas dos cursos para equilibrar as relações
entre aluno e professor com o objetivo de estimular novos
caminhos pedagógicos. A faculdade, filantrópica,
em Padre Miguel, na Zona Oeste, fornece bolsas integral
ou parcial para alunos carentes, procura estar em sintonia
com os novos tempos onde o professor hoje é considerado
um “ facilitador” e não o mestre supremo.
“Professor não é mais dono do conhecimento
em virtude da grande oferta de informações
disponíveis em diversos meios principalmente na internet””,
afirma Célio, que pretende investir em cursos de
extensão para as comunidades carentes da região.
História, Geografia, Letras, Administração,
Ciências Contábeis, Direito, Pedagogia e Tecnologia
em Processamento de Dados são alguns dos cursos oferecidos
pela faculdade.
Dos 4.700 alunos, quatro mil são bolsistas parciais
e 500 tem bolsas integrais, segundo Célio. Para se
formar, o aluno tem fazer um trabalho social individual
numa comunidade da região.
Veja abaixo alguns trechos da entrevista que ele
concedeu ao JORNAL DA ASFUNRIO.
JORNAL
ASFUNRIO - A faculdade tem procurado modernizar
suas técnicas de ensino. Quais delas o senhor destaca
?
CÉLIO – Estamos estimulando
os alunos a buscar novas informações por eles
próprios, ou seja, que eles tomem a iniciativa para
obter conhecimentos produtivos a fim de aprimorar suas habilidades.
Aprender por si mesmo traz grandes benefícios.
E professor ?
O professor, na atual estágio do desenvolvimento
humano, não é mais o dono do conhecimento.
Ele é um facilitador, um orientador, ele esclarece
as dúvidas dos alunos.
E
como é hoje a pedagogia que Simonsen estimula ?
Em primeiro lugar, o aluno tem que ir para aula com prévio
conhecimento do conteúdo da aula a ser dada, que
está na internet. Sabemos que alguns se destacam
nesta premissa. Uns se destacam nesta premissa, outros não.
Trazem vícios do ensino médio.
Como os alunos acessam as informações
das aulas ?
Aqui, por exemplo, 20% das disciplinas de cada curso são
semi-presenciáveis, isto é, o aluno já
encontra a apostila do curso na site da faculdade na internet,
podem também consultar livros em nossa biblioteca
e xerocar textos na reprografia. A cada mês, os alunos
se reúnem com os professores para tirarem dúvidas
das disciplinas.
E
como são avaliados os alunos ?
Através de duas provas onde o grau máximo
é de 15 pontos. Eles também fazem trabalhos
em grupos, e são avaliados por um grau individual
e coletivo, e depois mais um prova individual.
E
como é uma faculdade situada numa região carente?
Nossa região, infelizmente, tem um IDH ( Índice
Desenvolvimento Humano) muito baixo. Em geral, os trabalhadores
aqui ganham menos de dois salários mínimos.
Então, a média, de nossa mensalidade é
de R$ 169.
Existe alguma política para beneficiar estudantes
carentes ?
A Simonsen tem uma política de distribuição
diferenciadas de bolsas. Se um aluno bolsista não
mantiver um bom rendimento escolar, tem uma redução
de 20% de sua bolsa. Se tiver ainda um comportamento que
julgamos inadequado ou mal educado, ele perde a bolsa. Isto
porque o grande perigo é a gente estar formando um
profissional mau caráter. Se um aluno com bolsa integral
for reprovado, botamos outro aluno carente no lugar.
Existe
mecanismo de participação dos alunos na gestão
da faculdade ?
Temos uma ouvidoria, que tem uma central de atendimento
ao corpo discente.
Está central tem horários variados para atender
as queixas dos alunos.
Fonte:
Jornal ASFUNRIO |