Educação
para todos
O ano letivo inicia-se com os mesmos problemas de anos
anteriores. Apesar do governo do Estado do Rio assegurar
que há vagas na rede pública para todos,
a luta dos pais para conseguí-la é ainda
uma tortura, um pesadelo. Na rede estadual, os pólos
que recebem e encaminham os alunos às unidades
de ensino estão superlotados e os pais continuam
dormindo em filas para garantir uma senha.
O número de vagas, segundo a Secretaria Estadual
de Educação, para este ano é de 136.225.
Mesmo assim é difícil acreditar que todos
serão atendidos. Muitos fatores contribuem para
dificultar o acesso às escolas. Um dos principais
motivos é a distância entre o aluno e a escola.
Conclusão: o aluno aceita a vaga, mas desiste no
meio do caminho.
Dentro desta perspectiva, só nos resta a questionar
o atual modelo educacional, que, em vez de atrair, acaba
repelindo o estudante. A escola está intimamente
ligada às questões sociais e a valores democráticos.
Portanto, o acesso ao ensino público tem que ser
garantido a todos os cidadãos. Para tal, é
necessário que o governo invista mais recursos
para gerar educação de qualidade e sem exclusão.
Hoje investe-se de 4 a 4,7% do Produto Interno Bruto (PIB)
– soma das riquezas do nosso País.
Com o propósito de reforçar essa questão,
deixo aqui registrado um trecho dos Parâmetros Curriculares
Nacionais – vol. 1- página33: “É
papel do Estado democrático investir na escola,
para que ela prepare e instrumentalize crianças
e jovens para o processo democrático, forçando
o acesso à educação de qualidade
para todos e às possibilidades de participação
social”.