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Sem aumento digno, professores da rede pública decidem manter greve.


* Mário Thurler


Há 12 anos sem reposição salarial, a educação estadual está em greve desde o dia 15 de agosto. O governo do Estado fez uma proposta de reajuste de 25% aos servidores da Educação, Saúde e Segurança parcelado em 24 vezes, o que não foi aceito pelas categorias levando os professores à greve.


Para os profissionais da educação, a proposta do governo representa um aumento médio de 15 centavos (R$ 0,15) por dia para os professores de 1ª a 4ª séries, e de 37 centavos (R$ 0,37) para aqueles que já estão mais de 30 anos na rede.


Os serventes, merendeiras e demais funcionários das escolas terão aumento médio de 8 centavos (R$ 0,08). A proposta encaminhada pelo Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (Sepe) é de 26% já, mais a inclusão dos professores de 40 horas no plano de carreira, incorporação ao salário de gratificação do programa Nova Escola, entre outras.


Segundo o Sepe, como o reajuste de 25% pode ser parcelado em 24 vezes, caso a Alerj aprove a proposta do governo, a categoria passará 2 anos sem aumento. Em assembléia realizada no dia 24 de agosto, no Clube Municipal, os professores votaram pela continuidade da greve, marcando nova assembléia para decidirem os rumos do movimento. Esse é mais um exemplo forte de descaso com os servidores, sobretudo com os professores.


* Mário Thurler é vice-presidente da Asfunrio e professor de História da rede estadual de ensino

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