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Temporão recebe medalha no Rio


No dia 10 de agosto, o ministro da Saúde José Gomes Temporão recebeu a Medalha Pedro Ernesto, na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, a pedido do vereador Pedro Porfírio (PDT). A medalha é a mais alta comenda da cidade. Na ocasião, o vereador relatou uma série de problemas na saúde pública e ainda preconizou o rompimento com o atual modelo de gestão.

“Se não romper com o modelo atual, o país continuará alimentando um rosário de contradições: os profissionais têm remuneração miserável, o serviço que prestam é precário (principalmente com os plantões semanais de 24 horas, que ninguém agüenta) e o dinheiro público acaba servindo para alimentar a corrupção, como a máfia das ambulâncias e outros desmazelos aceitos como fatos consumados”, disse Porfírio.

De acordo com Porfírio, a medalha foi conferida ao ministro como demonstração de apoio à coragem de Temporão, que vem combatendo temas como o aborto clandestino e apoiando os direitos da mulher, a defesa de um debate livre sobre a paternidade responsável, a necessidade de redução do consumo de álcool, a melhoria da assistência farmacêutica aos portadores do HIV e ainda a ampliação da licença maternidade, de 4 para 6 meses, dentre outros.

No dia do evento, Temporão assumiu o compromisso de rever a legislação repressiva do aborto para que o princípio da livre escolha no exercício da sexualidade possa ser plenamente respeitado. Nesse sentido, o ministro lançou uma renovada linha de política na área de planejamento familiar, que inclui laqueaduras e vasectomias. O objetivo é eliminar a gravidez indesejada e reduzir a prática de aborto clandestino no país.

Sobre o alto consumo de álcool, Temporão lembrou que 35 mil pessoas morrem anualmente em acidentes de trânsito no Brasil. Segundo ele, dessa quantidade, pelo menos a metade do número de morte tem a ver com o consumo de bebidas. O ministro também deixou claro a sua decisão de investir cada vez mais contra o cartel dos remédios. A primeira vitória dele foi na compra de medicamentos para AIDS.

“É a partir do confronto com os verdadeiros sanguessugas da saúde que o governo poderá redefinir suas políticas e vencer os desafios da manipulação das doenças. A nós outros, repito, cabe dar o apoio indispensável a alguém que pode nos dias de hoje ter para o país o mesmo papel transformador que o médico Pedro Ernesto teve para o antigo Distrito Federal”, concluiu Porfírio.

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