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JOGO DA SUCESSÃO PARAO GOVERNO DO RIO
O
quadro político para eleger o governo estadual ainda
está se formando, mas já mostra sinais de
deficiência.
Entra e sai eleições e a situação
para o eleitor é a mesma. Faltam opções
no mercado de políticos. A cada ano, a cada fato
novo veiculado na mídia - um desvio daqui, uma irregularidade
dalí - deixa o eleitor mais confuso. Este ano, o
cidadão carioca votará cinco vezes: para presidente,
governador, senador e para deputados federal e estadual.
Depois da crise ética do PT, duas palavras ganharão
foco e força: ética e a moralidade.
Nada de promessas nos campos da segurança pública,
da saúde, emprego e etc. O eleitor ficará
atento às questões da ética e da moralidade.
No Rio, a situação político-eleitoral
não está nada boa. E tende intensificar com
a postura adotada pelo ex-governador Anthony Garotinho (PMDB-RJ),
que resolveu fazer uma greve de fome para fugir das acusações
de corrupção.
A postura de Garotinho- que sonha dia e noite com o PMDB
lançando sua candidatura à presidência
da República - coloca o partido em maus lençóis
no Estado. Caso seus sonhos naufraguem, como tudo leva a
crer, os Garotinhos têm algumas cartas na manga. Boatos
circulam no Palácio Guanabara de que a governadora
Rosinha voltará a Campos, sua cidade natal, para
poder lançar o nome da filha mais ativa na política,
a Clarissa Matheus, à Prefeitura Campos, em 2008.
O casal bota fé de que conseguirá eleger o
senador Sérgio Cabral Filho (PMDB-RJ) ao governo
estadual. Apesar de ele ter uma boa aceitação
no Rio, alguns analistas políticos argumentam que
Cabral Filho não terá munição
suficiente para detonar a carga pesada deixada pelo casal
Garotinho.
O PSDB também deverá ter um problema com a
candidatura de Eduardo Paes (PSDB-RJ), pois o partido está,
há muito tempo, sem representação na
administração estadual. Existem até
pessoas que acreditam que Eduardo é mesmo um forte
candidato que pode ficar quatro anos sem mandato.
O quadro talvez só mude, caso o prefeito do Rio,
César Maia (PFL-RJ) queira ajudá-lo. Mas este
apoio não deverá acontecer - Maia pretende
lançar um dos seus secretários mais forte:
Eider Dantas (responsável pelas obras do município).
O nome é razoável (apesar de pouco conhecido),
mas o problema é o seguinte: o único nome
forte, de verdade, na legenda, é o do próprio
prefeito do Rio.
O nome do senador Marcelo Crivella (PRB-RJ) é um
outro nome que vem crescendo no Estado. A questão
é seCrivella conseguirá vencer a monitoração,
de certa forma negativa para sua candidatura, do bispo da
Igreja Universal, Edir Macedo, que tenta dissociar sua imagem
da igreja, o que é ainda muito difícil.
Outro nome que está cogitado é o da juíza
e deputada federal Denise Frossard (PPS-RJ), que representa
uma forte esperança, cultivada pela sua competência
profissional. Mas não deve ir muito longe no Estado.
Motivo: a legenda não a ajuda. O PDT ainda não
definiu sua situação na esfera fluminense.
O nome mais forte da sigla é do ex-prefeito de Niterói
Jorge Roberto da Silveira. Mas ele ainda não se posicionou
dizendo que aceita ou não o encargo.
Além disso, é preciso lembrar também
que a legenda está conversando (e não é
de hoje) com o PPS para que juntos tenham um só nome
à presidência da República. Se tal acordo
firmar, o nome do candidato ao governo no Rio ficará
sujeito a alterações. Tanto um partido como
o outro, já tem (pelo menos teoricamente) nome próprio
- Denise Frossard e Jorge Roberto.
E o PT? O partido buscou na figura tradicional do ex-deputado
Vladimir Palmeira para sua reabilitação perante
os eleitores fluminenses. Palmeira está incentivando
a sigla a fazer coligações com o PSB e o PC
do B para eleger senadores. Outro apoio que Vladimir costura
com o PT é para lançar a deputada federal
Jandira Feghali (PC do B-RJ) ao Senado, deixando de lado
nomes como do senador Saturnino Braga (PT-RJ) que buscava
a reeleição e da ex-ministra Benedita da Silva.
Mas o cerne do PT é um só: conseguir vencer
as dificuldades vividas pela legenda nas esferas nacional
e estadual, convencendo aos eleitores que o Partido dos
Trabalhadores ainda mantém erguida a bandeira da
ética.
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