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Prefeitura lança campanha educativa em Nova Iguaçu


A Prefeitura de Nova Iguaçu promoveu nesta quinta-feira, 18 de maio, na Praça Rui Barbosa, no Centro, uma série de atividades para lembrar o Dia Nacional de Enfrentamento à Violência Sexual contra a Criança e o Adolescente. O evento, que é uma parceria entre o governo municipal, o Conselho dos Direitos da Criança e do Adolescente, a Casa do Menor São Miguel Arcanjo e outras entidades, teve como objetivo chamar a atenção da população para o problema. No local, ocorreu apresentação de capoeira, percussão, atividades circenses e exposição de brinquedos educativos confeccionados com material reciclado pelos menores.

“Romper o silêncio do abuso sexual é o maior desafio da sociedade, uma vez que muitos doscasos ocorrem dentro de casa. A exploração do corpo como atividade é uma prática degradante que alimenta as várias redes de prostituição: pedofilia e o material pornográfico”, afirmou Édson Cordeiro, presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente . “Os meninos e meninas vítimas de abuso sexual apresentam sentimento de culpa e vergonha, perda de confiança, medo constante de sofrer novo abuso, depressão e dificuldades de relacionamento social. Como os casos, em sua maioria, não são denunciados, os agressores ficam impunes. Por isso, a importância de se acusar os agressores e lembrar a data”, explicou.

Além de distribuir material informativo sobre o tema, a Prefeitura também mostrou à população as iniciativas de assistência às vítimas desse tipo de violência, como o Programa Sentinela. No ano passado, ocorreram 59 casos de abuso sexual na cidade. Este ano, foram registrados 35. Segundo o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Social, Ricardo Cappelli, a atenção às crianças é fundamental. “O Programa Sentinela promove ações especializadas com educadores, assistentes sociais e psicólogos com o objetivo de fortalecer os direitos fundamentais da vida, a auto-estima das crianças e dos adolescentes com idade entre 3 e 18 anos incompletos, além de buscar reverter o quadro de abuso”, salientou.

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