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MIL ASSASSINATOS EM DUAS DÉCADAS NO BRASIL
Reinaldo
de Jesus Cunha*
Muito
se fala em violência e terrorismo hoje em São
Paulo e Rio de Janeiro. Mas será que ela existe mesmo
ou é coisa de ficção ? O brasileiro
cotidianamente fala que no Brasil não existe terrorismo
restrito a paises como o Iraque onde ocorre a invasão
dos americanos e ou alguns países da Europa. Então
como podemos classificar os recentes episódios com
lançamentos de bombas e granadas em órgãos
da Administração Pública, do Poder
Judiciário, escolas, bancos, delegacia de policia
- além de caça aos policias - não seria
uma forma de terrorismo ? Também se fala muito em
matanças de civis por parte da polícia e dos
bandidos, cada lado comemorando o número de baixas.
Até quando vamos silenciar a tal descalabro e nos
organizar e reivindicar melhores condições
de cidadania e civismo neste país ? Estamos em ano
eleitoral e o debate tem que acontecer sob pena de pecarmos
por omissão. O candidato da oposição
bem colocado nas pesquisas de opinião fala em choque
de gestão. O candidato da situação
diz que a saída é fazermos um choque de inclusão
social. Ao mesmo tempo, o governador de São Paulo,
Cláudio Lembo, acusou a elite branca que domina o
país de responsável pela miséria que
se alastrou de forma a criar os bolsões de pobreza.
Bom, o caos está instalado, e qual será a
saída? Como vamos resolver estaanarquia sem controle?
Só vejo uma saída: A participação
popular como saída para resolver a crise. E como
ela se dará ? Primeiro, o governo tem que melhorar
o seu canal de interlocuçãocom a sociedade,
descentralizando suas ações e permitindo a
sociedade opinar e priorizar os gastos dos recursos públicos.
Renovar e permitir a participação da juventude
nas ações do governo. Fortalecer os partidos
políticos com a inclusão dos excluídos
para que estes possam pleitear em de igualdade de condições
com os filhos dos ricos uma cadeira no parlamento. Todos
nós sabemos que política no Brasil é
sinônimo de clientelismo político, corrupção
e o uso da maquina administrativa. É como se o estado
não tivesse dono, valendo tudo para aqueles que deles
se apropriem. É hora da sociedade ir para as ruas
e pedir mudanças profundas neste país, começando
pela educação e atacando o desemprego a miséria
com programas pontuais. Só a sociedade organizada
no campo e na cidade, pode fazer a esperança a vencer
o medo.
*Reinaldo
de Jesus Cunha
Suplente do Conselho de Administração do Previ-Rio
Suplente do Conselho Municipal de Assistência Social,
CMAS/RJ |