RENOVAR
É PRECISO!
Há muito tempo acompanhamos as mazelas do serviço
público em geral, sem que as autoridades buscassem
discutir os problemas existentes, que vem se acumulando.
A valorização do trabalho como fator de
dignidade do ser humano necessita ser resgatada. É
preciso valorizar o servidor público do nosso querido
Estado, que vive sem reposição salarial
há anos, onde muitos trabalham em condições
precárias e desumanas. O estímulo do corpo
funcional é a mola propulsora para a construção
de um serviço público que verdadeiramente
atenda ao cidadão, que tanto necessita de assistência
social, dos hospitais; hoje destruídos, da previdência,
que a cada ano é mais dilapidada.
A tarefa de resgatar e revitalizar nosso sistema de saúde,
previdência e assistência devem ser iniciadas
“dentro de casa”, ou seja, o Estado precisa
começar uma política de valorização
do seu corpo funcional garantindo aos servidores aquilo
que também promete aos cidadãos, porém
não cumpre.
Como imaginar melhorias na saúde pública
se o Estado mal consegue gerir o IASERJ que é o
único “plano de saúde” dos seus
servidores? Reconhecer o valor do servidor estadual é
pensar na reconstrução do IASERJ, na reestruturação
da previdência do servidor (IPERJ/Rio Previdência)
que ao longo dos últimos anos tem exigido cada
vez mais contribuições e oferecido cada
vez menos benefícios.
Falar em servidor público é falar em agentes
de saúde, merendeiras, professores, agentes de
educação, trabalhadores, contabilistas,
médicos, auxiliares de enfermagem, arquitetos,
engenheiros, motoristas, policiais e tantos outros agentes
que fazem, apesar dos pesares, o Estado funcionar.
Devemos lutar por uma política habitacional, pelo
estabelecimento de reajustes anuais, pela revitalização
da previdência pública. Com uma previdência
forte e mais humana, poderemos atualizar e ampliar benefícios
previdenciários e assistenciais, como pecúlio
post-mortem, auxílio-educação, auxílio
natalidade, auxílio-funeral e assistência
financeira, seja ela para habitação ou para
socorrer em uma emergência. Os bancos com finalidade
de lucro ocupam o espaço deixado pelos Regimes
de Previdência que o faria com finalidade tipicamente
social.
Por isso, entendo que a participação dos
servidores públicos na Administração
do destino de sua previdência e de sua assistência
à saúde, por meio dos Conselhos de Administração
é um avanço, e temos que estimular seu funcionamento,
que deve ser paritário e de intensa atuação,
cientes das necessidades de seus segurados. Que fiquemos
atentos para elegermos nas próximas eleições
os verdadeiros representantes dos servidores ativos, aposentados
e pensionistas para garantir a tranqüilidade de nossas
famílias.
Jorge
Magdaleno
Conselheiro do Previ-Rio
Firme na defesa da Previdência Pública