Ajuda
militar pode sair hoje
Cabral
se reúne com ministros e Forças Armadas
confiante que terá o apoio durante um ano
Por: Ricardo Villa Verde
Rio
- Pode ser definida hoje a participação
das Forças Armadas no combate à criminalidade
no Rio. O governador Sérgio Cabral discute o assunto
com os ministros da Defesa, Waldir Pires, e da Justiça,
Tarso Genro, além dos comandantes da Aeronáutica,
Juniti Saito; Marinha, Júlio de Moura Neto; e Exército,
Enzo Peri. A reunião será no Palácio
Laranjeiras. A vinda dos ministros e chefes militares
ao Rio foi determinada pelo presidente Luiz Inácio
Lula da Silva, após receber de Cabral pedido de
ajuda federal.
De
acordo com a assessoria do Palácio Guanabara, o
governo estadual não tem dúvidas de que
será atendido no pedido. Cabral quer tropas da
Marinha, Exército e Aeronáutica atuando
no patrulhamento das vias expressas, especialmente nas
linhas Vermelha e Amarela, e ao redor dos quartéis.
A ação seria por um ano.
No
encontro de hoje serão discutidas formas concretas
de colaboração das Forças Armadas.
O secretário Nacional de Segurança, Luiz
Fernando Corrêa, também participa. Ele vai
definir como a Força Nacional de Segurança
(FNS) participará do esquema.
Apesar
das presenças dos ministros e dos comandantes militares
no Rio, no governo federal ainda há resistências
em atender o pedido do governador. O ministro Tarso Genro
tem ressaltado que as Forças Armadas “não
podem e não devem ser subordinadas às polícias
estaduais nem, evidentemente, aos governos estaduais”.
Os militares também resistem à idéia.
O ministro da Defesa, Waldir Pires, apesar de dizer que
é possível atender ao pedido do governador,
já declarou várias vezes que há restrições
legais. “As Forças Armadas são essencialmente
para garantir a soberania nacional”, afirma Pires.
Ajuda
barata até seleção de 2 mil PMs
Além
de aumentar a sensação de segurança
da população do Rio, o pedido do governador
Sérgio Cabral de tropas das Forças Armadas
também tem a ver com questões financeiras.
Uma das justificativas de Cabral é o fato de as
tropas estarem aquarteladas no Rio, o que livra o governo
estadual da necessidade de disponibilizar acomodação
e alimentação para os soldados.
A
ação da Força Nacional de Segurança
no Rio, por exemplo, está custando ao governo federal
R$ 60 mil por dia, apenas com diárias dos soldados.
Hospedagem e comida estão sendo oferecidos pelo
estado, em parceria com prefeituras.
O
prazo de um ano pedido pelo governador, segundo fontes
do governo, seria o tempo necessário para o estado
selecionar e formar dois mil novos PMs no concurso que
será realizado.
Fonte:
www.odia.com.br