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Estado encaminha pedido de investigação do conserto de ambulâncias


Contrato de cerca de R$ 2 milhões foi feito a um mês da troca de governo.
Prestação de consultoria por fundações também será investigado.


Fonte: Do G1, no Rio
Fonte: Com informações da TV Globo


A Procuradoria do Estado vai encaminhar à polícia, nesta terça-feira (6), um pedido de investigação da denúncia de superfaturamento no conserto de ambulâncias, durante a gestão da governadora Rosinha Matheus.

Uma reportagem do Fantástico, no último domingo (4), mostrou que um ano depois de o Ministério da Saúde ter enviado uma frota com 74 ambulâncias, em junho 2005, para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), 23 estavam paradas. A Secretaria Estadual de Saúde fechou contrato com uma oficina mecânica no dia 1º de dezembro de 2006, um mês antes da troca de governo, por quase R$ 2,3 milhões. Dinheiro suficiente para comprar 16 ambulâncias novas e equipadas.

O secretário de Saúde e Defesa Civil, Sérgio Côrtes, afirmou na tarde desta segunda-feira (5) que já abriu sindicância administrativa para apurar se houve irregularidade no contrato firmado pelo governo anterior para o conserto de ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).


Secretaria de Saúde vai investigar conserto superfaturado

Côrtes explicou que o contrato de manutenção da frota de veículos, feito sem licitação pela gestão passada, está sendo analisado por uma equipe da secretaria. O objetivo é avaliar se os valores estavam acima da média.

“O contrato assinado não dizia quantas ambulâncias iriam ser consertadas. Temos quase certeza de que é um contrato superfaturado, mas estamos avaliando esta transação. O que causa estranheza é o fato de a oficina mecânica ter apresentado nota fiscal no valor completo de R$ 2,3 milhões no dia 28 de dezembro. E, nesta nota, está atestado que o serviço foi prestado, quando isso, na verdade, não aconteceu”, disse o secretário.

Além da sindicância administrativa, Côrtes disse ainda que o caso também precisa de análise em âmbito criminal. Na nova gestão, três folhas do processo relativo às ambulâncias desapareceram, incluindo a nota fiscal original do conserto.

“Eles tiraram uma folha do processo, a nota fiscal original sumiu e apareceu uma cópia com carimbos de cancelado. Além disso, a numeração das páginas não existe mais. Ou seja, três ou quatro páginas do processo administrativo desapareceram e foram incluídas páginas novas. Isso é fraude".

Côrtes explicou ainda quais serão as ações da Secretaria de Saúde em relação a contratos de prestação de consultoria com sete fundações, que totalizaram gastos no valor de R$ 237,7 milhões no ano passado. Segundo o secretário, haverá auditoria em alguns contratos que não especificam o tipo de consultoria prestada.

 

Fonte: www.g1.com.br

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